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O trabalho que a IA ainda não conseguiu substituir: os gestores intermédios reinventam-se

Rúben Lamy, diretor executivo da BIGhub

Nos Estados Unidos, as ofertas de emprego para cargos de gestão intermédia caíram cerca de 42 % no final do ano passado, em comparação com o pico registado em abril de 2022, de acordo com dados da Revelio Labs. Estarão os gestores intermédios a ser eliminados? A resposta, segundo um artigo da Quartz, é não: a gestão intermédia não está a desaparecer, está a ser reinventada.

A evolução dos perfis no BIGhub

No nosso caso, temos vindo a observar uma clara evolução dos perfis, nomeadamente dos gestores intermédios, e constatamos que aqueles que mais crescem são os que melhor se estão a adaptar à adoção da IA

Rúben Lamy, diretor executivo da BIGhub

A adaptação não significa substituição. A IA não suplantará os gestores intermédios, mas sim redefinirá o que se espera deles.

Acreditamos que deverá haver uma redefinição dos papéis dentro das organizações, mas não tencionamos eliminar funções

Rúben Lamy, diretor executivo da BIGhub

Reinvenção, não extinção

O padrão que se depreende das várias empresas entrevistadas pela The Next Big Idea é consistente: a IA liberta os gestores intermédios de tarefas administrativas e repetitivas, permitindo-lhes concentrarem-se naquilo que as máquinas ainda não conseguem replicar. Estratégia, empatia, gestão de pessoas, tomada de decisões em contextos complexos, mediação de conflitos e liderança continuam a ser domínios exclusivamente humanos.

Conclusão

Também em Portugal a gestão intermédia está a ser reinventada, não eliminada. Prosperam aqueles que melhor se adaptam à nova realidade tecnológica.

Fonte: The Next Big Idea, «O trabalho que a IA ainda não conseguiu “roubar”», 21 de janeiro de 2026.

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