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Rúben Lamy fala sobre o ano decisivo da BIGhub: operação, capital e ecossistema

Rúben Lamy, diretor executivo da BIGhub

A BIGhub cresceu 350% em 2025 e ultrapassou os dez milhões de euros de faturação. Numa entrevista, Rúben Lamy explica como a empresa alcançou estes números e o que tem previsto para 2026.

A decisão que fez a diferença

Segundo o CEO, o salto deveu-se à organização da operação. A empresa não se concentrou na captação de novos clientes, mas sim no acompanhamento dos que já tinha e na melhoria dos processos. Os dois principais fatores foram o investimento da BlueCrow e a reorganização interna. No final do ano, o crescimento abrandou porque a operação tinha atingido uma dimensão que a estrutura não conseguia acompanhar.

O orçamento apresentado à BlueCrow foi rigorosamente cumprido e o EBITDA ficou acima do previsto, porque os custos não aumentaram na mesma proporção.

Os quatro mercados

A BIGhub opera em Portugal, Espanha, Alemanha e França. O maior crescimento registou-se na Alemanha e em França, os dois mercados que dominam o comércio eletrónico europeu.

A França tem o consumidor final mais exigente; é o país onde se registam mais perdas de encomendas e extravio por parte das transportadoras, e onde existem mais plataformas de comércio eletrónico. A Alemanha é o mercado mais difícil de entrar, porque as plataformas de comércio eletrónico alemãs exigem, na prática, que as empresas sejam alemãs; existem ainda plataformas de nicho, como as de serviços para farmácias, onde a BIGhub tem um volume de vendas significativo.

A Espanha é o mercado mais maduro para a empresa. Portugal, contrariamente à perceção comum, é apontado como um mercado com uma enorme margem de crescimento.

Da aceleradora ao ecossistema

Todos os serviços relacionados com o marketplace e o comércio eletrónico passarão a estar num único sistema

Rúben Lamy, diretor executivo da BIGhub

A empresa está, nas palavras do CEO, pré-transformada num ecossistema. A BIGocasión responde a um nicho que tende a crescer com a procura de produtos mais baratos e reutilizáveis. A BIGcash e a Qashflo ajudam os vendedores a financiarem-se, mantendo dinheiro em caixa. A BIGcommerce Hub destina-se a lojas físicas sem presença online, colocando-as diretamente nos principais marketplaces europeus.

Reduzir a dependência dos marketplaces

Para o CEO, a proteção passa por proporcionar aos clientes um ecossistema completo, que lhes permita ter um bom desempenho nos marketplaces sem depender exclusivamente deles.

Conclusão

O objetivo para 2026 é triplicar o volume de negócios. Para tal, Rúben Lamy aponta a melhoria da tecnologia como prioridade.

Fonte: SAPO, «Crescimento de 350% e faturação superior a 10 milhões. O CEO da BIGhub explica o segredo deste ano decisivo», 12 de fevereiro de 2026.

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