Publicado pelo Sapo · 22/1/2026
Nos Estados Unidos, as ofertas de emprego para cargos de gestão intermédia caíram cerca de 42% no final do ano passado, em comparação com o pico registado em abril de 2022, de acordo com dados da Revelio Labs citados pelo Sapo. Estarão os gestores intermédios a ser gradualmente eliminados do mundo empresarial?
A resposta, segundo o artigo, é não. Baseando-se num artigo da Quartz, a reportagem conclui que a gestão intermédia não está a desaparecer, mas sim a ser reinventada. Com as empresas a simplificar as estruturas organizacionais para reduzir custos e acelerar a tomada de decisões, a pressão económica e a automatização de tarefas administrativas pela inteligência artificial estão a transformar, e não a eliminar, estas funções.
Em Portugal, o panorama reflete a realidade global, mas com uma perspetiva própria: várias empresas e start-ups nacionais partilham a convicção de que os quadros intermédios continuam a ser essenciais, embora o seu papel esteja em plena transformação.
Entre os testemunhos recolhidos destaca-se o da BIGhub, onde a mudança já é visível no terreno. «No nosso caso, temos vindo a notar uma clara evolução dos perfis, nomeadamente dos gestores intermédios, e constatamos que aqueles que mais crescem são os que melhor se estão a adaptar à adoção da IA», afirma Rúben Lamy, CEO da empresa, citado pelo Sapo.
A conclusão do artigo segue a mesma linha: também em Portugal a gestão intermédia está a ser reinventada, e não eliminada, e prosperam sobretudo os profissionais que melhor se adaptam à nova realidade tecnológica.






















