Artigo de opinião de Rúben Lamy, CEO da BIGhub, publicado no Ecommerce News.
Durante anos, o e-commerce foi encarado como um complemento às lojas físicas. Hoje, comprar online deixou de ser apenas uma opção conveniente e passou a ser a preferência dos mais jovens: 62% compram mais bens e serviços online do que em 2022, segundo o “European Consumer Payment Report” da Intrum. A Geração Z, nascida entre 1997 e 2012, está a redefinir expectativas e tendências.
As redes sociais como montra
O comércio eletrónico não se resume aos marketplaces ou às lojas virtuais. De acordo com o estudo “Digital Media Trends 2025”, da Deloitte, 63% dos jovens da Geração Z admitem que as plataformas digitais têm enorme influência nas suas decisões.
Exigência com valores
Esta geração é exigente na qualidade do serviço e do produto, mas também nos valores das empresas. Segundo uma pesquisa da The Harris Poll, 33% dos mais jovens estão disponíveis para pagar mais 5% ou 10% por produtos sustentáveis. Para muitos, o bom comportamento das empresas vale mais do que qualquer desconto.
O tipo de produto conta
Roupas continuam a ser, em grande parte dos casos, uma compra de loja física, enquanto alimentos e bebidas são mais procurados online. As empresas devem analisar as tendências de consumo consoante os produtos que disponibilizam.
Do lado da oferta
Com a Geração Z a integrar-se no mercado de trabalho, muitos jovens empreendedores lançam negócios online, aproveitando o elevado alcance e os custos reduzidos. Muitos conciliam os estudos ou o primeiro emprego com o desenvolvimento de marcas digitais.
Conclusão
O futuro do e-commerce será moldado pelas exigências da Geração Z, que procura qualidade e rapidez, mas também responsabilidade e personalização. Os produtos que antes estavam nas montras das lojas vivem agora nos feeds das redes sociais.
























